Otimismo move o brasileiro para 2026
Duas pesquisas mostram crescimento da esperança pessoal e coletiva para o novo ano, com destaque para mulheres, jovens e nordestinos.
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O brasileiro começa 2026 com o olhar voltado para frente... e cheio de esperança. Duas pesquisas — uma do Datafolha e outra do Instituto Locomotiva — revelam que o otimismo para o ano que se inicia contagia mais de 6 pessoas em cada 10. E ainda cresceu em relação ao ano passado.
Segundo o Datafolha, 69% dos brasileiros acreditam que sua situação pessoal vai melhorar em 2026. Um salto expressivo em relação aos 60% registrados na virada de 2025. Já a percepção de que o país também vai avançar atingiu 60%, bem acima dos 47% de um ano atrás.
Na mesma linha, o Instituto Locomotiva mostra um Brasil ainda mais animado: 83% da população acha que o próximo ano será melhor que este. São cerca de 135 milhões de pessoas acreditando em dias mais promissores.
E as mulheres lideram esse clima de esperança. De acordo com os dois levantamentos, elas estão mais confiantes do que os homens quanto ao futuro pessoal — 76% no Datafolha e mais de 80% no Locomotiva. Mas, em contrapartida, a mulheres também carregam mais cansaço e ansiedade, especialmente por questões financeiras, 43% do público feminino disse ter sentido sempre ou frequentemente, cansaço ou esgotamento mental. Esse número, entre os homens, cai para 30%.
Outro destaque vem do Nordeste, onde três em cada quatro pessoas projetam melhorias para o ano que vem. O otimismo também cresce entre os jovens, os que têm menor renda e quem busca reorganizar a vida com atitudes práticas como guardar dinheiro, mudar de emprego, cuidar da alimentação, da saúde e da aparência física.
O desejo de mudar vem acompanhado de ação, 56% dos brasileiros prometem fazer resoluções para 2026, e mais de 90% querem guardar dinheiro ou melhorar a alimentação. O foco é retomar o controle da rotina, mesmo diante das incertezas.
No campo político, a expectativa varia conforme a ideologia. Quem se declara de esquerda demonstra mais confiança na economia e no governo, enquanto os eleitores de direita mostram maior cautela. A forma como cada grupo “enxerga” o país influencia diretamente a expectativa sobre o futuro.
Na prática, a mensagem é clara: o brasileiro não está esperando milagres, mas está disposto a tentar. Quer melhorar a vida, mesmo que aos poucos. E começa 2026 acreditando que sim, dá pra sonhar.
Reportagem Katia Maia



