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Economia · Armadilha Financeira

Você pode estar destruindo suas finanças sem perceber: 7 em cada 10 brasileiros caem nessa armadilha

A Serasa publicou dados de uma pesquisa recente que mostram que 7 em cada 10 consumidores brasileiros já fizeram compras sem planejamento.

Por Redação · 28/08/2024 às 11h47 · atualizado em 17/09/2024 às 14h14
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Você pode estar destruindo suas finanças sem perceber: 7 em cada 10 brasileiros caem nessa armadilha
Foto: Reuters\ Paulo Whitaker

A Serasa publicou dados de uma pesquisa recente que mostram que 7 em cada 10 consumidores brasileiros já fizeram compras sem planejamento, e 72% desses consumidores acabaram se arrependendo logo em seguida. Essa situação se torna ainda mais complicada durante o "agosto infinito", um mês que não tem feriados e que traz um acúmulo de despesas, aumentando o estresse financeiro.

A psicóloga Valéria Meirelles, conhecida como Psicóloga do Dinheiro, explica que esse comportamento impulsivo está relacionado ao alívio momentâneo que o ato de comprar proporciona, uma espécie de prazer que, infelizmente, não dura muito. No entanto, o problema não é exclusivo do Brasil. Em nível global, mais de 80% dos consumidores admitem que fazem compras por impulso, tanto em lojas físicas quanto online, e nos Estados Unidos, por exemplo, o gasto médio mensal com essas compras é de cerca de 280 dólares.

No Brasil, com 33% da população afirmando que a renda mensal não cobre todas as despesas, essas compras impulsivas podem agravar ainda mais a situação financeira das famílias. Em resposta a essa tendência preocupante, a Serasa e a educadora financeira Natália Cunha sugerem alguns desafios para ajudar a segurar as finanças, como passar sete dias sem delivery, sem compras impulsivas e até mesmo silenciar aplicativos de promoções.

Com o segundo semestre em andamento e as despesas de fim de ano já no horizonte, é essencial que os consumidores fiquem atentos e evitem as armadilhas das compras impulsivas, que podem parecer inofensivas no momento, mas acabam trazendo grandes consequências financeiras.

Reportagem, Kristine Otaviano

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